Alguém, ao comentar meu blog, me perguntou quando seria a próxima postagem... Seria sinal de que gostou, ou indício de preocupação, necessidade de saber antes para ficar bem longe?!
Gostando ou não, o fato é que respondi que estou tão entusiasmada com a novidade (ou talvez a verdade seja que estava tanto precisando dessa ferramenta, deste espaço para me expressar) que provavelmente faria postagens diárias. Quem sabe até mais que uma por dia!
Quanto tempo isso vai durar? Não sei. Vai depender da minha disponibilidade de tempo e de meus recursos interiores. E também da resposta que encontrar da parte de quem me lê. Afinal, uma coisa é eu ter necessidade de me expressar. Outra completamente diferente é encontrar alguém com disponibilidade para suportar me “ler”...
Acontece que esta é uma das maiores vantagens que eu descobri em ter um blog. Eu posso desabafar à vontade como se todos estivessem me ouvindo e entendendo. Posso falar daquilo que quero ou daquilo que preciso, posso escrever de próprio punho (ou dedo, pois isso é que significa digitar, não é mesmo?) ou posso colocar aqui textos que admiro, ou (como muito bem diz minha amiga/irmã Mille) me traduzem.
Aqui tenho a liberdade de me expressar de forma criativa através de todo e qualquer símbolo, seja letra, forma, som ou imagem. Posso usar fotos e fatos, letra e melodia. E todos perfeitamente transmitidos sem que ninguém precise saber que eu não escrevo musica, nem sei desenhar...
Aqui eu posso falar de mim, e você pode entender de você. Porque toda forma criativa de expressão deve, não só transmitir a mensagem de seu criador, mas principalmente permitir aflorar a emoção e a interpretação particular de quem a recebe. Se eu conseguir isto, terei alcançado o expoente máximo da minha criatividade, será o auge!
Mas na verdade não será este meu foco principal, meu moto-propulsor, por assim dizer. A liberdade maior que encontro aqui é saber que eu posso me dirigir a você, e o que eu disser ficará guardado como um registro do tempo, uma opinião que eu posso até mudar futuramente (pois prefiro ser uma metamorfose ambulante, do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo), uma foto interior do meu estado de alma neste exato momento.
E você não precisa ler, se não quiser...
Claro que isso é uma forma disfarçada de fazer propaganda para que você, meu leitor, se disponha a seguir o blog (ali em cima, logo abaixo do título, tem um linkzinho para aqueles que acharem que vale a pena: sigam-me os bons, como diria o Chapolin Colorado). Eu conto a voce o meu segredo, minha inclinação narcisista, minha necessidade de ser ouvida, ou lida, como queiram, e voce tem a liberdade de escolher se e quando me ler, porque, afinal, aqui é como na globo: VOCÊ DECIDE...
***
Expressão completa do meu narcisismo, expressa por Paulo Leminski:
Tudo o que eu faço
alguém em mim que eu desprezo
sempre acha o máximo.
Mal rabisco,
não dá mais para mudar nada.
Já é um clássico.
[do livro Distraídos Venceremos]
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