... meu coração é como uma praia meio selvagem, com areia macia, nem sempre branca, nem sempre fina, onde se inscrevem e se apagam as dores. Com conchas nacaradas onde podemos guardar as memórias mais caras. Coqueiros suaves e balançantes que acalmam e embalam a alma. Alguns sargaços trazidos pelas marés, e alguns rochedos maciços,onde vem dar as águas, ora calmas ora turbulentas, resultado da nossa maneira de reagir ao mar da vida. Ali acosta meu barco com frequência, cansado da travessia ou precisando recuperar as avarias, nem sempre encontrando um porto tranquilo. Mas como é bom poder estar ali, e sentir que se está vivo apesar de tudo. E que tudo, sim, tudo valeu a pena, porque permitiu à alma não ser pequena...

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