sábado, 10 de maio de 2014

Antes de julgar, vá lá e faça melhor...

Estes dias compartilhei um vídeo que foi postado na timeline do meu facebook, sem notar qual era a origem do mesmo.  A partir de um comentário de um dos meus amigos mais chegados, fui perceber que se tratava de uma postagem de uma página de FUNK.

No entanto, não foi a postagem em si, nem sua origem, mas o desencadear da mensagem implícita que me despertou. Nela, meu amigo advertia que o fato de estar partilhando informações dessa origem não era algo inerente à minha pessoa, e que o fato em sí já demandava questionamentos...

Num primeiro momento, até me defendi ardorosamente. Não, não havia ali conivência com a origem, apenas com o fato em si. Não me ligassem a elementos daquela espécie... 
Mas, qual o papel dessa imagem afixada de minha pessoa? Quais as implicações? E de onde vinha o preconceito implícito na minha resposta?

Por mera curiosidade, fui lá, na origem, conhecer melhor aquele ambiente que eu tão rapidamente menosprezara. Uma página de funkeiros, vídeos caseiros de baixa qualidade, musica e dança das quais não compartilho o gosto. E no entanto...

No entanto, uma baita surpresa em verificar que alguns sentimentos e ideias partilhados ali não eram tão diferentes assim dos meus próprios sentimentos e ideias!

Sim, o não gostar do mesmo ritmo para acompanhar o balanço da vida, o não compartilhamento de suas vidas, suas escolhas pessoais, nada disso me autorizava a achar-me tão diferente (superior?) daqueles que estavam ali, partilhando suas posturas e contradições, seus princípios morais nem sempre corroborados pela prática, como todos fazem.

Achei ali pérolas escondidas, curiosidades, e no fundo, algo que me despertou. Acima e além de tudo, o não me achar no direito de criticar escolhas.

Continuo não gostando de funk, e das escolhas pessoais de quem vive este mundo meio subversivo e inquietante. Mas isso por si somente não me dá o direito de desconsiderar as individualidades e o lado humano inerente a estes indivíduos que vivem, amam e sentem como a maioria dos mortais.


Algumas dessas pérolas serão partilhadas aqui, juntamente com os sentimentos que me despertaram. Será uma série de “despertar”. Despertar meu olhar interno e aguçado mais para dentro de mim mesma, e de como me relaciono com meus conflitos interiores...

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