O paradigma social atualmente aceito afirma que o mapa mental determina o que somos. Nesse contexto, existem três teorias determinísticas apontadas como responsáveis pelos nossos mapas mentais.
O determinismo genético responsabiliza os avós, pois tudo está no DNA, cujas características individuais passam de uma geração a outra, por herança genética imutável.
O determinismo psíquico culpa os pais, cujo sistema de educação, acrescido das experiências da infância, formou as tendências da personalidade e a estrutura do caráter.
O determinismo psíquico culpa os pais, cujo sistema de educação, acrescido das experiências da infância, formou as tendências da personalidade e a estrutura do caráter.
O determinismo ambiental culpa qualquer coisa do meio ambiente pelo que está acontecendo: o chefe, um colega, a mulher, a economia do país etc.
Os paradigmas sociais baseiam-se na teoria do estímulo-resposta, associada às experiências de Pavlov com os cachorros.
Este célebre médico russo do início do século 20 foi o protagonista de uma experiência revolucionária, que aconteceu há 100 anos e mudou a forma como o ser humano enxerga a si mesmo.
Ele treinou cachorros para que ficassem com água na boca sem que houvesse nenhuma comida por perto. A coisa funcionava assim: toda vez que os bichos eram alimentados, o médico tocava uma sineta. Com o tempo, os cães começaram a associar as badaladas à comida. E chegavam a babar famintos só de ouvir o sino, mesmo que o prato deles estivesse vazio.
Muitos podem se lembrar que já ensinaram truques parecidos para seus cãezinhos, mas a experiência de Pavlov tinha um propósito bem mais nobre do que disciplinar o melhor amigo do homem. A idéia era propor uma novidade científica: os reflexos condicionados.
Os seres vivos já nascem com certos reflexos - somos programados para termos determinadas reações diante de situações específicas. O que Pavlov descobriu é que esses reflexos também podem ser criados do nada.
Lembram do filme Tubarão, de Steven Spielberg? Sempre tocava a mesma trilha sonora de suspense antes de o tubarão atacar algum personagem. Chega uma hora no filme em que as notas musicais, sozinhas, já metem medo nos espectadores, mesmo que nem haja um tubarão na cena.
Os espectadores, nesse caso, reagem como os cães de Pavlov: ficam tensos ao ouvir a música quando percebem, ao longo do filme, que ela indica morte.
A idéia geral é que somos condicionados a reagir de determinada maneira a um estímulo em particular. Ou seja, a cada estímulo corresponde uma resposta predeterminada.
Muitos podem se lembrar que já ensinaram truques parecidos para seus cãezinhos, mas a experiência de Pavlov tinha um propósito bem mais nobre do que disciplinar o melhor amigo do homem. A idéia era propor uma novidade científica: os reflexos condicionados.
Os seres vivos já nascem com certos reflexos - somos programados para termos determinadas reações diante de situações específicas. O que Pavlov descobriu é que esses reflexos também podem ser criados do nada.
Lembram do filme Tubarão, de Steven Spielberg? Sempre tocava a mesma trilha sonora de suspense antes de o tubarão atacar algum personagem. Chega uma hora no filme em que as notas musicais, sozinhas, já metem medo nos espectadores, mesmo que nem haja um tubarão na cena.
Os espectadores, nesse caso, reagem como os cães de Pavlov: ficam tensos ao ouvir a música quando percebem, ao longo do filme, que ela indica morte.
A idéia geral é que somos condicionados a reagir de determinada maneira a um estímulo em particular. Ou seja, a cada estímulo corresponde uma resposta predeterminada.
Para os animais, isso é verdadeiro. Para o ser humano, na maioria das vezes, isso pode acontecer; mas também pode deixar de acontecer, pois entre o estímulo e a resposta encontra-se a liberdade de escolha, o livre-arbítrio.
Uma vez que nosso comportamento resulta de nossas próprias decisões, e não de condições externas, possuímos iniciativa e responsabilidade suficientes para fazer as coisas acontecerem segundo nossa vontade.
Chamamos de proativas as pessoas que escolhem conscientemente alternativas de respostas diante de um estímulo. Os proativos não culpam as circunstâncias ou outras pessoas por seu próprio comportamento, pois sabem que ele é o produto de sua própria escolha consciente.
As pessoas de iniciativa criam em suas mentes o futuro que desejam.Depois constroem esse futuro na vida real, usando uma estratégia bem definida.
Já as pessoas reativas, que representam a maioria, reagem a um estímulo de uma única maneira, em função de seu mapa mental. São conduzidas por sentimentos, circunstâncias, condições e ambiente. Se o tempo está bom, elas se sentem bem. Se o tempo está ruim, ou alguém gritou com elas, mudam de atitude e de desempenho.
Uma pessoa reativa constrói sua vida emocional em torno do comportamento dos outros. Ela se preocupa muito sobre o que os outros estão pensando sobre ela. Não encara a realidade e está convencida de que os acontecimentos externos determinam sua vida. Concentra suas energias em circunstâncias que fogem ao seu controle.
Já que o ser humano é, por natureza, proativo, pois é capaz de raciocinar, antever fatos e tomar iniciativas sem que lhe sejam solicitadas, nossa vida só será conseqüência de nosso mapa mental se deixarmos que ele controle nossa mente, por decisão consciente ou por omissão. Se essa foi nossa opção, tornamo-nos reativos.
Os pro ativos deixam-se guiar por seus valores, cuidadosamente selecionados e interiorizados. Eles continuam sendo influenciados pelos estímulos externos sociais, físicos ou psicológicos. Mas quando respondem a esses estímulos, baseiam-se em seus próprios valores, fazendo uma escolha consciente.
Afinal, se como os cães de Pavlov, nós também podemos ser treinados para babar à toa, vamos babar por um motivo válido, treinando nossa consciência para reconhecer a responsabilidade de fazer as coisas acontecerem...
"Veja o que eu posso conseguir que Pavlov faça: quando eu babar, ele vai sorrir e fazer anotações em seu livrinho..."
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