Esta semana estava dando uma olhadinha em minha lista de leitura mensal, e fora aquelas obrigatórias, como o jornal impresso toda manhã, a revista semanal atualizada, e outras que assino, com periodicidade mensal, percebi que tinha “devorado” apenas quatro livros no decorrer do mês.
Qual seria o motivo, pensei, assombrada, pelo fato de ter sempre uma lista de, pelo menos, uns vinte títulos passando pela minhas mãos, e olhos claro, no mesmo período?
É óbvio, já me adianto aos mais incautos, que certamente irão dizer que eu estou superfaturando minha lista, é óbvio que não os leio todos na íntegra; uma boa parte deles são complemento a outras leituras, fragmentos de emoção que são despertados por outros textos, e lá vou eu, correndo, procurar aquele parágrafo, aquela frase ou aquele determinado trecho que vai encaixar certinho com o que estou lendo aqui...
Normalmente, ler, ler mesmo, de cabo a rabo, ou de capa a capa, como preferirem, eu leio mesmo uns cinco ou seis títulos novos todos os meses. Às vezes menos, muitas vezes mais. Também incluo muita releitura, que nos dias de hoje ninguém agüenta comprar tanto livro novo, e sempre tem uns livrinhos que adoram ficar na minha cabeceira, ou muitas vezes em baixo da minha cama, como eu gosto de deixa-los, bem ao alcance da mão. Quantas histórias estes livrinhos contariam, nem me falem. Mas isso é assunto para um outro tema...
Muitos já devem estar se perguntando, e o que diabos, afinal de contas, tem Jesus a ver com isto? Pois o título não está lá em cima, primeiro metendo Jesus na foto, ou no tema em destaque, depois blasfemando, porque afinal de contas e até onde se sabe, Jesus não rouba nada de ninguém, nem precisa disso já que tudo pertence a ele desde sempre.
Eu explico, e há que ter paciência comigo em minhas voltas para melhor me explicar.
Sempre houve em mim a vontade de contar a meus filhos, entre os contos de fadas maravilhosos que deliciam a infância de todos nós e fortalecem os vínculos com o mundo e suas diversas incoerências mágicas, ensinando valores que estão muito além do mero racional, as muitas e belas histórias que a Bíblia oferece.
Não fosse o modo demasiado sério com que este livro é tratado pelos que o tem como a verdadeira palavra de Deus e Sua vontade, registrada e oferecida aos homens como penhor de uma vida santificada, e este poderia ser um dos mais cativantes livros de histórias infantis. Tem de tudo ali. Gigantes, bruxas, heróis, palácios, magos, lutas, vitórias excepcionais! Sem falar nos ensinamentos sobre bondade, obediência, comprometimento, dedicação a ideais, tolerância, perdão, valores que nossa sociedade como um todo muito tem desprezado, e que fariam grande diferença na próxima geração, se fossem inculcados em nossas crianças desde cedo, tenho certeza.
Bem, eu pelo menos tenho tentado repassar estes valores aos meus filhos, utilizando estas histórias como pano de fundo, não de um doutrinamento fanatizado e sem sentido, mas como material, por que não dizer, didático, para que eles cresçam com valores fortalecidos, sim, treinados na prática do respeito ao próximo, que permeia todas as Sagradas Escrituras.
Então, qual não foi minha surpresa, ao constatar que, apesar de meus esforços, eu vinha já a algum tempo focalizando exaustivamente o Antigo Testamento, área de profundo interesse das crianças, por conta, como já falei, do aspecto fantástico de suas histórias, onde Davi mata o gigante Golias apenas com uma funda, Sansão e sua força sobre-humana, José e seu destino afortunado no Egito, quando percebi que os pequenos mal conheciam Jesus, este homem que, por si só, já seria magnífico por sua personalidade cativante, cheio de bondade humana, cheio de carisma, mestre dos mestres, ensinando a arte de ensinar, sem contar sua fibra, destemido até o fim, conhecedor de seu destino mas disposto a persistir naquilo em que acreditava, construindo para si e para os seus um mundo que não é deste mundo.
Sim, percebi que mal havia pincelado esta personalidade marcante para os meus pequenos, e, sim, decidi que havia de corrigir esta falha de maneira completa e radical. Para isto, esqueci meus livros por um momento, deixei de lado a sabedoria deste mundo, mergulhei no estudo dos evangelhos este mês, e passei a ser “doutorada” em milagres e parábolas, e suas aplicações práticas na vida cristã, para poder levar aos meninos, em forma de histórias fantásticas e vibrantes, o conhecimento deste que, mais que homem, mestre, profeta e missionário, para mim e para todos que crêem em Seu nome, também era o Filho de Deus.
Olá, lindinha. Suas histórias são realmente uma graça. Não esqueça de mostrar aos meninos que, apesar de toda a santidade, Ele decidiu vir HUMANO e vivenciar sofrimentos, limitações e fraquezas humanas, para mostrar com suas ações- mais do que educar com o falar - de que é possivel elevar o espírito mesmo na dura realidade terrena.
ResponderExcluirBj grande para uma educadora muito boa.